Sangue

Desceu as escadas numa grande aflição. Tinha as mãos e a t-shirt sujas de um sangue escuro, pouco líquido. Na rua gritou por ajuda, mas afastavam-se dele, olhando-o com receio e até algum pânico.
Tresloucado, continuou a correr aos gritos, cada vez mais histéricos, até que esbarrou num polícia. Este, após um rápido olhar técnico, algemou-o e pediu-lhe calma. A esquadra mais próxima ficava a menos de 1000 metros, mas mesmo assim foi chamada uma viatura oficial que chegou estridentemente. Dois agentes da lei saltaram do veículo e deram-lhe duas valentes cacetadas. Um deles chegou mesmo a tirar a pistola do coldre, apontando-a nervosamente. Meio adormecido e com a cabeça a sangrar, foi metido numa cela. Após uma busca, os agentes não lhe encontraram identificação. Aliás, nada de nada. O golpe era profundo e a perda de sangue notória.
Nessa mesma altura, Y acordou no quarto que ele deixou a correr. Bolas, a cama estava toda suja. O periodo veio forte desta vez.

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