paixão

Naquela esplanada, a primeira coisa que notou foi a coxa. Perfeita, esbelta, apoiada em cima da outra, num entrecruzar de sonhos e delírios, prazeres que de tão mundanos, são muitas vezes sonhos ou desejos delirantes.
Mas o que realmente procurava ver e conquistar era a anca, a sua curvatura para dentro e para fora, uma serpente de cada lado. Foi-lhe difícil percebê-la. A roupa larga não ajudava mas, por vezes e num movimento mais brusco, permitia-lhe ver como a roupa se colava às curvas e depois delas se desprendia.
Foi com prazer que a viu deslaçar as pernas, para conseguir baixar-se para retirar qulquer coisa que estava dentro da mala caída no chão. Foi assim que ele entendeu toda a sua formosura, em que lhe viu parte da pele, cor de mel com os dois buraquinhos de que tanto gostava.
Umas coxas perfeitas, uma anca sublime. Nada mais lhe interessava, nem as mamas, nem os ombros, os olhos, a boca, o pescoço.
Apenas aquelas coxas e aquela anca. Dois hinos ao prazer mais intenso.
De repente, ela levantou-se, qual deusa terrena.
E ao caminhar, coxeou da perna direita.

Advertisements

Leave a comment

Filed under Uncategorized

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s