pedras

X gosta muito da calçada portuguesa. Ok, é-lhe difícil encontrar calçado que aguente tempo seco e chuva sem derrapanços e, à parte uma escorredadelas, a coisa faz-se por meio dos buracos, dos pedaços sem predras, dos desníveis devido às raizes de uma árvore que quer ver o sol e das cagadelas de cão, do lixo esvoaçante, da falta de espaço por causa dos automóveis, mas é o preço a pagar por ter uma calçada portuguesa e portugueses com falta de educaçao.
Tudo isto para dizer que X às vezes faz um estranho jogo com a calçada. Não pode ser daquela toda branca, mas daquela com desenhos a preto com motivos naturais, históricos ou até matemáticos.
Por vezes até têm simbologias e nomes de bairros de antigos patrões. Tempos idos.
Por tudo isto, X hoje escolheu um início para mais um percurso com destino incerto. Escolheu pisar só as pedras pretas nunca tocando nas brancas. Teve que saltar algumas vezes, outras dar passadas de corrida compridas e balanceadas, mas muitas vezes chegava ao fim de uma forma inglória. Acabavam-se as pedras pretas.
Há que regressar ao último ponto em que decidiu ir pela direita ou esquerda. E assim recomeçar o percurso que já era outro.
Uma coisa é certa: nunca mais chegou à pedra inicial.

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