rei

X gostaria de morrer como um rei, numa barcaça ardente ao sabor do Tejo.
Enquanto as chamas o envolveriam, olharia a sua bela cidade, relembrava as suas aventuras, as noites, os amores e desamores, os amigos e inimigos, as traições e as fidelidades.
Quando as chamas chegassem a ele e o fumo já não o deixasse ver nada, cerraria os olhos e embalado pela maré e pelo calor, relembraria as viagens que fez, os rostos que conheceu, as mulheres que desejou, as que encontrou, os silêncios de algumas horas, os barulhos de tudo e todos, a paz e o corropio.
Mas X não é rei, portanto nunca morrerá como um.
Quando esse dia chegar, serão os amigos, as amigas, as pessoas que o conheceram e gostavam dele a estarem presentes para um último adeus. E aí, quem não se sente e é um verdadeiro rei?

Advertisements

Leave a comment

Filed under Uncategorized

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s