desejos

O Mago disse a X “Toma três desejos, tens que os pensar bem pois desejo pedido não tem retorno”. X achou estranho, pois pensava que era o génio da lâmpada que concedia esta sorte, mas a cavalo dado não se olha o dente e decidiu arriscar: “Ok, o meu primeiro desejo é egoísta, pois quero-o para mim!”. O Mago, pensativamente, esperou pelo pedido de olho meio franzido. “Pois quero que tudo o que me foi tirado por inveja, incompetência e mediocridade, me seja dado. E com juros rectroactivos”, pediu X, entusiasmado.
O Mago, com olhar assustado, concedeu o pedido e disse a X para aguardar um dia.
Mal acordou X ouviu as notícias: algumas indústrias tinham sido fechadas, muitos negócios acabados e muitas pessoas tinham sido detidas pelas falcatruas que fizeram ao longo da vida. Por outro lado, X tinha o sucesso merecido em certas áreas e a sua conta mais recheada que o costume.
Não era bem isto que ele queria, mas também não se preocupou muito com os reflexos do seu pedido.
O Mago reapareceu pelas 11 da manhã. “Tens mais dois, afirmou!”.
X reflectiu. Bastante. No meio de tanta coisa, não sabia bem o que escolher. “Olha lá, ó Mago, já concedeste estes desejos a alguém?”. O Mago respondeu afirmativamente. “E alguém pediu paz entre os homens e comida para todos?”. O Mago respondeu afirmativamente. “Então porquê é que continua a haver guerra e fome?”
O Mago sentou-se. Encolheu os ombros e disse que não sabia. “Em princípio devia ter acontecido, mas ficou tudo na mesma. Ando um bocado destroçado e preocupado com isso…” – disse.
X pensou. “Então Mago, já sei quais são os meus outros dois desejos.”
O Mago levantou-se num repente, alegre por concluir mais uma missão e esperou ansiosamente pelo pedido.
X disse, calmamente: “O meu segundo desejo é que voltes à tua terra e aprendas como fazer mesmo, mas mesmo, a vontade de quem te pede o quase impossível.”
O Mago estranhou, mas acedeu. “E o terceiro?”
“O terceiro – respondeu X – é que regresses outra vez a mim para que eu te possa pedir essas mesmas coisas”.
O Mago entendeu a tarefa, despediu-se de X e desapareceu numa nuvem de pó mágico.
X ficou na dúvida se alguma vez o voltaria a ver.

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