Reviravolta

X gosta de trocar as voltas. É giro e sabe-lhe bem. Quando troca a volta a uma volta, parece que fica tudo na mesma. Mas não. Fica ao contrário. E isso troca as voltas a muito boa gente. O trocar a volta não é uma tarefa muito simples. Nem imaginária. É simplesmente fazer ao contrário daquilo que se disse que se ia fazer. Pode trocar-se a volta em inúmeras situações. Até em linha recta, o que é fabuloso. É uma coisa de adolescente, cria um sorriso traquina na face e dá-nos aquele arrepio fininho pelo corpo todo porque fizemos asneira. Mas não da grossa, pois aí o arrepio deixaria de ser fininho.
Há efeitos práticos que X utiliza de vez em quando. Por exemplo, à questão “vamos dar uma volta?”, X tem duas respostas simples e directas: um “não” simples e seco ou um ar de enfado imediato. Geralmente resultam.
À questão “não consegues dar a volta a isso?”, X é mais cauteloso. O “Epá, isto não tá fácil” tem barbas e já ninguém acredita no “Atão não?”.
Por muitas voltas que se dêem, há sempre aquela que fica marcada para sempre. O passo ao lado, errado, o tropeção. Entristece-nos, persegue-nos, atira-nos para um estado ausente ou arreliado. Ficamos mesmo em baixo. E aí já não há volta a dar-lhe.

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