tuppersex

O convite prometia festa rija. Sexual e sensual. Mais sexual que sensual. X recebeu o curioso papelucho só com um destino e o horário. Teria que comparecer acompanhado de uma dama. Eram as únicas regras. Depois todo um palavreado ousado, quase hardcore.
X teria alguém para convidar? Pensou em quem alinharia na brincadeira e de repente lembrou-se de Z. Combinaram ao telefone e ela ficou particularmente interessada, pois já tinha ouvido falar destas parties.
No dia lá se juntaram e seguiram para o destino, um velho palacete em Belém, iluminado por fogachos e algumas velas, indicando o caminho até à porta. X estava bastante nervoso. Z estava delirante. À porta foram recebidos por uma jovem muito bela vestida de napa. Tinha uma mascarilha. X ficou mais nervoso, Z estava em pulgas, atirou o casaco para as mãos de X e correu para a porta que a gentil porteira indicava. X também tirou o casaco e perguntou onde os colocar. A sensual rapariga agarrou-lhe na mão e encaminhou-o para o andar de cima. “Estranho”, pensou X. “E então a Z? Estará bem?” Lá de baixo ouviam-se risadinhas e gargalhadas, além de outros barulhos estranhos que X não conseguia desvendar.
Finalmente chegados à porta de uma sala no segundo andar, X viu que todos os que estavam lá dentro eram homens, com ar carrancudo, atónito ou aparvalhado. A meio estava uma mesa toda equipada com aquilo que os homens gostam, desde charutos aos melhores malte.
A rapariga despediu-se, repetindo a X aquilo que todos os outros já tinham ouvido: “Obrigada por trazer a sua amiga, daqui a umas horas viremos buscá-los”.
X cumprimentou os presentes, alguns mais simpáticos que outros, perguntando o que raio se estava a passar. Todos tinham teorias e fantasias. Mas nada podiam fazer, pois a porta da sala estava fechada à chave. A única opção era mesmo beber, fumar e esperar.
Horas depois, meio abalados, ouviram muitas vozes femeninas a subir para o segundo andar e encaminharem-se até eles. Houve prontidão no arranjo da roupa e cabelo, umas quantas pastilhas para o hálito e a porta abriu-se. Todas traziam umas malinhas vermelhas na mão. Estavam contentes, felizes, suadas, radiantes e graciosas.
Uma a uma agarraram na mão do seu parceiro. Z agarrou em X e disse-lhe que estava na hora de sair.
Já no carro, X perguntou o que se tinha passado. “Nem queiras saber, querido. Se tiveres sorte ou coragem ainda o gozarás esta noite”.

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