Musa

Neste dia feio, tempestuoso, ela veio com a chuva. Era uma gota diferente das outras, mas que entrou em casa de X e se transformou numa pérola. Numa lindíssima mulher, fonte de vida.
X achou que estava a delirar ou ainda a sonhar, mas não. Ouviu uma voz quente e rouca e uma pergunta simples e objectiva: “O que vais fazer da tua vida?”. X não gosta desta pergunta, pois há outros que lha fazem. E não gosta porque quer fazer mais que uma coisa. Só não sabe como. Não sabe como ir buscar o resto das forças para ir à luta. E foi isso que respondeu.
A rapariga pediu a X que lhe inventasse um nome. Um nome só para ele e ela. Um nome que ficaria guardado para sempre nas suas almas. X demorou um bocado, mas escolheu Mar.
Mar disse então que seria a musa de X, uma nova, aquela que ele precisava e queria neste momento. E que só abandonaria a sua vida quando X terminasse uma das muitas coisas que quer e tem que fazer. Havia só uma questão: tudo aquilo que X fiizesse seria dela. A segunda versão de tudo o que era dela, seria para ele.
X percebeu então o porquê de ter uma nova musa. E escolheu uma gota do imenso mar das suas ideias. E começou.

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