memória

Esta é a aventura de um rapaz cuja memória pregava-lhe algumas partidas. Era uma memória selectiva, pensava por ela própria e memorizava o que lhe interessava e apetecia, deixando de fora todas as outras, quiçá as mais importantes.
Foi devido a ela que o rapaz perdeu amigos, namoradas e, inclusivé, uma noiva, pois pura e simplesmente nada lhe vinha à cabeça.
Até que houve um dia que decidiu tomar comprimidos para melhorar a situação. A memória, por sua vez, erguia grandes obstáculos contra as drogas, mas de vez em quando, lá entrava uma mais importante.
A luta era constante, mas os medicamentos conseguiam ganhar algum terreno. O rapaz começou a telefonar nos dias de anos dos amigos, ir a reuniões marcadas e fazer bem o trabalho que deixava sempre para amanhã.
Com sorte, conheceu uma bela jovem. Conversaram muito, trocaram contactos e as coisas corriam bem.
O problema aconteceu quando o telemóvel do rapaz teve uma avaria. Perdeu a memória interna e apagou os números que foram guardados mais recentemente, inclusivé o da jovem.
Mas a sua memória, que lhe tinha feito a vida num oito, teve pena do rapaz e deu-lhe o nº de telefone da sua nova amiga.
E foi assim que o futuro teve um final feliz.

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