alagados

Esta é a aventura de uma Lisboa alagada. Chove torrencialmente desde Abril de 2008. Apenas passaram dois anos para metade de Lisboa ser engolida pelo Tejo. Os carros danificados amontoam-se para os lados de Alenquer e ainda há muitos dentro de garagens submersas. Os rés-do-chão e muitos 1ºs andares deixaram de ser habitações. Todo um programa nacional de urgência foi posto em acção e em causa, pois logicamente falhou.
X, como muitos, vivia e vive acima desta tragédia. Mesmo assim, comprou uma barcaça com um motor de 12 cavalos que lhe serve perfeitamente para as deslocações mais complicadas. Tudo agora é feito em casa, através da internet. As empresas optaram por esta solução em vez de obrigarem os empregados a deslocações quase impossíveis numa base diária. De qualquer forma, os novos ricos serão sempre novos ricos e os BMs e os Mercs e os Jaguares e etc, são agora grandes lanchas com motores de 250 cvs a abrirem por entre as ruelas e avenidas de Lisboa.
De Carjacking passou-se agora para a pirataria pura, a que deram a designação de boatjacking.
O problema é a alimentação. Passámos a importar quase tudo e a base são agora algas e peixe o que fez com que a obesidade a que se assistia em Portugal desaparecesse.
Santarém perdeu-se para sempre, assim como Alcântara e parte de Algés, a Expo e quase metade da zona ribeirinha.
Mas no meio de tudo isto, alguém ainda encontra motivos de felicidade e prazer, como andar num barco a remos com a sua amada protegida por um guarda-chuva.

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