ovação

Esta é a aventura de uma rapariga, na casa do quarto de século, que não era reconhecida pela sua inteligência. Contudo, tinha uma cara mais ou menos laroca e um corpo mais ou menos respeitável, o que fazia com que tivesse algum sucesso, principalmente na camada masculina com o mesmo nível de QI.
Esta rapariga tinha um sonho, que era ser cantora e famosa, tal e qual como tantas outras. Demorou uns anos mas, finalmente, lá conseguiu encontrar parceiros estratégicos para lhe gravarem o disco e o editarem em Portugal.
Seguiram-se as entrevistas promocionais e outras, onde debitava um discurso memorizado escrito por alguém que não ela e em que utilizava palavras ocas cheias de um significado que só para ela tinha sentido. Tudo corria bem, os jornalistas faziam o frete e a coisa ia andando. Até que chegou o dia em que o crítico musical de um jornal diário foi obrigado a sair da redacção e ter que ir ter com a rapariga para lhe fazer outra entrevista. Chateado, o jornalista foi gravando o que ela dizia até que percebeu uma ligeira diferença de discurso para todos os outros que já tinha entrevistado.
Chegado à redacção, foi imediatamente escrever a peça. Terminou-a com o discurso directo dessa jovem:
“Ah, o que eu quero mesmo é palmadinhas!”
“Disse… palmadinhas?”
“Sim, palmadinhas. Terminar um concerto e receber muitas palmadinhas!”
“É mesmo esse o seu sonho?”
“Claro, qual o artista que não gosta delas?”
“Pois, não sei. Não sou muito dado a esse tipo de intimidades….”

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