energia

X tem graves dificuldades em escolher café ou chá para um acordar mais rápido para todo um novo dia. O café está-lhe nas entranhas, mas também cria manchas nos dentes. O chá, falando dos bons, é tão saboroso que um litro sabe a pouco. Mas depois o coração fica nervoso com tanta teína.
É sempre um drama que, às vezes, dura mais que cinco minutos. Hoje, enquanto fazia café, fez também chá. Olhou para o pote com liquido castanho escuro e para o pote com liquido amarelado. As cores até que se conjugam, pensou, e pumba, juntou os dois potes num só. O resultado foi estranho. Bebeu uma xícara e percebeu que tinha ingerido uma bomba! Em 20 minutos foi passear o cão a correr, literalmente, fez compras no super, convocou os genes maternos para o almoço, tratou de umas papeladas e, mais importante, pensou. A mistura foi tão revigorante que podia muito bem ser a bebida energética que o mundo (ainda não sabe que) quer.
Juntou uns amigos, deu-lhes a provar e gostou do ar de satisfação. Escolheu um nome, lógico e começou a pensar no logotipo. O “Chafé” tinha passado também para o papel. Com toda uma proposta de lançamento, marketing, distribuição e venda debaixo do braço e no portátil, foi ter com o Nabeiro. Apertaram as mãos em concordância. Também lhe ia dando um treco quando provou a novidade e ficou revitalizado para toda uma nova vida.
Tudo corria bem, muito bem. E alguns analístas já proclamavam o fim da dependência do país em relação à UE e USA e demais. Não temos petroil, mas bolas, temos Chafé!
De repente o governo entra em acção através do Ministério das “financas”. Começaram os entraves, as papeladas, os impostos, as negas, os dramas e as tragédias.
Xá tinha agora duas hipóteses: ou agarrava em tudo e ia para o estrangeiro ou convidava os responsáveis para uma longa maratona de palheta. Decidiu-se por esta e preparou um Chafé especial para os burocratas. As doses foram mais apuradas e os níveis de cafeína e teína quase nefastos para o corpo humano. Avisou os presentes e ofereceu-lhes o produto.
Como era uma borla, todos beberam. E quanto mais bebiam, mais libertavam o país.

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