Frieza

A sua alma deixou de ter aura. O seu corpo deixou de ter calor. Os olhos mais vazios que nunca olhavam desgastados para o que o rodeava. Sentiu-se frustrado, incapacitado. Tudo o que tinha feito estava ali à sua frente, num monte de cinzas com fogo de origem criminosa. Todos os pensamentos, sonhos, ideias, gritos e confortos tinham desaparecido. Havia quem não permitisse que a verdade viesse à tona. Eram poderosos esses inimigos da vida. E tinham fósforos e gasolina. Sentiu um frio imenso e entrou em casa decidido a varrer o pó do seu corpo com um prolongado duche. A água jorrava com força e o vapor do seu calor encheu toda a casa, saindo depois pelas janelas e abraçando a cidade como se um manto de nevoeiro fosse.
Nas casas dos inimigos também se preparavam os duches. Mas a água brotava em cubos de gelo.

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