Chaminé

Mr. X tentou comemorar o Natal à antiga. Ia estar com putos mesmo putos que ainda acreditam no sujeito e para quem a noite ainda é mágica. Combinaram-se pendas, embrulhos e local e pediram para que me vestisse de coca-cola e entrasse pela chaminé.
A subida para o telhado já em si foi complicada. Um tipo vestido com uma cena michelinesca com barbas postiças e a puxar um enorme saco com embrulhos fica, como dizer, um bocado lento e pesado. Mas lá se chegou.
O problema aconteceu com a chaminé por onde devia descer. Não tinha buraco, mas sim uma coisa metálica redonda que girava sobre si própria. Como então entrar nisto?
Mr. X não queria dar parte de fraco, principalmente depois de se ter esfalfado a subir até lá. Mas não havia solução à vista. As frinchas eram demasiado pequenas e estavam sempre a rodar. As prendas eram demasiado grandes para conseguir meter nos buracos, mesmo correndo à volta da chaminé.
Mr. X, após longas horas, foi batido pelo cansaço. Uma desorientação extrema. Uma tristeza imensa. Lá do telhado olhou os outros das casas vizinhas e viu um já muito velho e danificado de um casebre pobre. Algum fumo saía pela chaminé. Essa tinha buraco. Pela janela viu duas crianças que olhavam para uma lareira sem prendas ao lado…

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